A franquia Dragon Ball é adorada mundialmente, assim como seus jogos. Porém, nem todos os títulos lançados alcançaram qualidade. Muitos fãs dos anos 90 e 2000 investiram tempo e dinheiro em aventuras de Goku que ficaram longe do padrão de jogos como Raging Blast, Burst Limit, Budokai ou Xenoverse. Para valorizar os grandes sucessos como FighterZ e Budokai Tenkaichi 3, é necessário reconhecer também os fracassos que marcaram a história da franquia.

7 – Dragon Ball Z: The Legacy of Goku é pior do que você lembra

Um jogo ruim que, de alguma forma, originou duas obras-primas

Dragon Ball: Conheça os 7 piores jogos da franquia oficialmente listados

Dragon Ball: Conheça os 7 piores jogos da franquia oficialmente listados

Dragon Ball: Conheça os 7 piores jogos da franquia oficialmente listados

  • Jogo de RPG de ação para GBA desenvolvido pela Webfoot
  • Positivos: Visual agradável que criou base para sequências melhores; o código de invencibilidade torna o jogo um pouco divertido.
  • Negativos: Combate corpo a corpo ineficiente, forçando ataques à distância e tornando as batalhas longas e cansativas; Goku sofre derrotas até de animais selvagens.

Não se deixe enganar pelo nome The Legacy of Goku. A estreia da Webfoot em traduzir Dragon Ball Z para um RPG isométrico de ação foi quase um desastre completo. Diferente de outras trilogias que começam com títulos medianos, este foi um fracasso notório, tornando surpreendente o sucesso dos jogos seguintes da série, também desenvolvidos pela Webfoot.

O sistema de combate apresenta sérias falhas e retira a sensação de poder do jogador e do próprio Goku: golpes não causam interrupção nos inimigos, que atacam contra-ataques constantemente. Por isso, é preciso usar ataques de Ki à distância, deixando as batalhas entediantes, com Goku se movimentando para evitar dano. O personagem também tem voo limitado, ficando no ar por tempos curtos antes de esgotar seu Ki.

Embora tenha uma duração de cerca de 3 horas, The Legacy of Goku inclui muito conteúdo desnecessário que não combina com a história de Dragon Ball Z. Por exemplo, a primeira missão do jogo consiste em Goku procurando revistas antigas do Mestre Kame, algo pouco empolgante para iniciar a aventura.

6 – Dragonball Evolution é, de alguma forma, melhor que o material original

Mas ainda assim está entre os piores jogos de Dragon Ball já feitos

Dragon Ball: Conheça os 7 piores jogos da franquia oficialmente listados

Dragon Ball: Conheça os 7 piores jogos da franquia oficialmente listados

  • Jogo de luta para PSP desenvolvido pela Dimps
  • Positivos: O combate é superior aos demais problemas apontados neste ranking; possibilita jogar com Chow Yun-Fat.
  • Negativos: O estigma negativo de Dragonball Evolution compromete; os personagens são pouco atraentes, modelos visuais são estranhos, cenários pouco inspirados e modo história sem atrativos.

Esperava-se que esse título figurasse na lista, mesmo que não em uma colocação tão baixa. Dragonball Evolution oferece a qualidade inferior que se espera do jogo baseado no pior lançamento da franquia. Contudo, seu gameplay não é tão ruim quando comparado ao de outros títulos desta lista. O mesmo estúdio responsável pela série Budokai desenvolveu o game, o que se percebe nos controles responsivos, rajadas de aura e efeitos sonoros satisfatórios.

Apesar disso, replicar um sistema de combate pelo menos funcional não foi suficiente para criar algo digno. O jogo mantém a aparência decadente do filme sobre a estrutura da série Budokai. Alguns personagens têm jogabilidade aceitável, mas isso se torna irrelevante diante da vontade de não jogar com quase nenhum deles – exceto, talvez, Chow Yun-Fat, apenas por identidade com o ator. Este game não representa Dragon Ball autenticamente, sendo algo completamente diferente.

5 – Ultimate Tenkaichi tem o pior combate entre os jogos de DBZ

Uso indevido do nome Tenkaichi

  • Jogo de luta para Xbox 360 e PS3 desenvolvido pela Spike
  • Positivos: Gráficos, trilha sonora e direção cinematográfica excelentes, ainda um dos jogos de DBZ mais impressionantes visualmente; modo história possui cutscenes de qualidade e o modo herói permite criar personagem para uma narrativa paralela.
  • Negativos: Sistema de combate baseado em um tipo de pedra-papel-tesoura que transforma lutas em repetidos acertos ou erros de 50%, além de eventos rápidos (QTEs); todas as batalhas têm a mesma sensação. A introdução de 1 minuto resume tudo o que o jogo oferece.

Já se deparou com um sistema de combate que faz você se arrepender da compra instantaneamente? Dragon Ball Z: Ultimate Tenkaichi é possivelmente o maior exemplo disso, pois leva cerca de 1 minuto para perceber os erros cometidos. Não se deixe enganar pelo título que remete à série Tenkaichi, à arena 3D ou à movimentação fluida. Este jogo não tem nada a ver com Budokai Tenkaichi, e suas batalhas praticamente se jogam sozinhas.

Embora tenha alguns pontos positivos, o sistema de luta de Ultimate Tenkaichi é o pior do gênero na franquia. Durante as batalhas, socos básicos ou Ki Blasts servem apenas para preencher uma barra de conflito. Quando completa, o controle é tirado do jogador para uma cena cinematográfica, onde é necessário escolher entre ataques leves ou pesados. A escolha correta depende da reação do oponente e o resultado pode ser acerto, bloqueio ou contra-ataque — na prática, é um QTE.

Essa mecânica de repetição constante torna o combate maçante em poucos minutos. Apesar do elenco relativamente grande, todos os personagens oferecem a mesma experiência, seja Goku, Majin Buu, Yamcha ou até seu próprio Saiyajin criado.

4 – DBZ: For Kinect é tão ruim quanto o nome sugere

Você não é Goku

  • Jogo de luta para Xbox 360 desenvolvido pela Spike Chunsoft
  • Positivos: O disco traz Episode of Bardock pela primeira vez para fãs ocidentais; visuais em cel shading são bons e a apresentação é geral impecável.
  • Negativos: O título já denuncia o problema; os controles por movimento não funcionam adequadamente.

Em retrospectiva, Dragon Ball Z: For Kinect era um desastre anunciado, mas havia uma pequena esperança antes do lançamento. A ideia de controles por movimentos que fizessem o jogador sentir-se Goku ou Yamcha era atraente, porém o Kinect não tinha capacidade técnica para isso, e Spike e Bandai Namco não conseguiram viabilizar a proposta.

O jogo reutilizou recursos de Ultimate Tenkaichi, criando algo ainda pior, com poucas qualidades para destacar. O controle do movimento é falho: a câmera mal acompanha os gestos, socos muitas vezes não são registrados e ataques especiais exigem poses raramente reconhecidas pelo sensor. Ao invés de sentir-se poderoso, o jogador acaba batendo o ar à toa, na esperança de que algo aconteça e sem se machucar.

3 – Dragon Ball: Taiketsu parece um erro

E a jogabilidade também

  • Jogo de luta para GBA feito pela Webfoot
  • Positivos: Roster respeitável de 15 personagens jogáveis; alguma rejogabilidade pela Z-Store, que permite coletar pontos para desbloquear conteúdo; cada personagem tem final único, mesmo que sejam apenas textos com fundo estático.
  • Negativos: O jogo mais feio da franquia até hoje; a jogabilidade é ainda pior.

Não se trata de criticar a Webfoot, responsável por clássicos como The Legacy of Goku 2 e Buu’s Fury, além de Dragon Ball GT: Transformation, considerado um dos raros bons jogos do anime GT. Porém, Dragon Ball: Taiketsu é um capítulo confuso.

Imagem: GameRant

Para mérito da Webfoot, o projeto tentava inovar no GBA usando modelos 3D CGI, em vez dos tradicionais sprites 2D. Embora Tekken Advance tenha provado que tal estilo funcionava no portátil, Taiketsu não conseguiu atingir essa qualidade, parecendo estranho até em condições modernas, e imagine-se na tela sem iluminação do GBA original. As proporções dos personagens estão absurdas, como Vegeta com cabeça desproporcional, lembrando um boneco de argila.

Gráficos ruins não são o fim, mas em um jogo de luta não há perdão para hitboxes inconsistentes, combos infinitos, controles lentos e pouco responsivos, e um sistema de voo mal implementado.

2 – Dragon Ball GT merecia mais que Final Bout

Provavelmente o pior jogo de luta do PS1

  • Jogo de luta para PS1 desenvolvido pela Tose
  • Positivos: A cena de abertura é ótima; contém a primeira versão jogável de Super Saiyajin 4 Goku.
  • Negativos: Controles lentos, rígidos e pouco responsivos, com sensação de lutar debaixo d’água.

Este é um clássico do passado. Dragon Ball GT: Final Bout foi jogado intensamente no PS1, sobretudo porque o título Dragon Ball Z: The Legend apresentava falhas com o tempo. Na falta de opções, fãs aceitavam qualquer coisa.

O jogo é sofrível. Em 1997, já existiam excelentes jogos de luta em 3D, então algo tão ruim era totalmente desnecessário. Problemas como atraso na resposta aos comandos e uma câmera que de vez em quando muda para ângulos cinematográficos desconexos pioram a experiência, tornando difícil o controle da ação. Além disso, a detecção de golpes falha, e o combate nunca se encaixa. O pior momento é durante as lutas propriamente ditas.

Apesar das falhas, a introdução do jogo ainda é um ponto positivo.

1 – Dragon Ball Z: Sagas deixa os Saiyajins sem graça

O pior jogo de DBZ porque podia ter sido muito melhor

  • Jogo para PS2, GameCube e Xbox, desenvolvido pela Avalanche Software, estúdio responsável por Hogwarts Legacy
  • Positivos: Campanha em modo cooperativo; trilha sonora elogiada.
  • Negativos: Combate travado e repetitivo que faz o jogador sentir-se muito fraco; campanha extremamente curta, durando poucas horas, inaceitável para um game de ação e aventura.

Enquanto Taiketsu e Final Bout são os piores jogos de luta da franquia, eles ao menos fazem parte de um gênero que tem bons representantes. Antes do lançamento de DBZ Kakarot, Dragon Ball Z: Sagas foi a única tentativa moderna da série no estilo ação-aventura, mas seu fracasso foi tão grande que a franquia voltou a focar nos jogos de luta pelos 15 anos seguintes.

Em 2005, fãs desejavam uma aventura épica que fugisse das limitações dos jogos de luta, mas Sagas acabou sendo o oposto. Em uma série reconhecida por cenas grandiosas e personagens maiores que a vida, Goku nunca pareceu tão banal, correndo em corredores simplificados e lançando blasts de Ki fracos contra inimigos como Saibaman e Cell Juniors.

O jogador tem poucas opções de ataque e praticamente nenhum combo, com movimentos lentos e sem profundidade. Os inimigos possuem uma resistência absurda, tornando Goku e Vegeta fracos e inexpressivos.

Com informações de GameRant